Municipal

CURIOSIDADES ALFARRÁBICAS ALMANAQUE A prestigiada e antiquíssima Livraria Bertrand, fundada em 1732 na Rua Garrett 73 – 75, em Lisboa, no ano de 1944, publicou a 50.ª edição do Almanaque Bertrand. Este Almanaque, coordenado por Maria Fernandes da Costa, constituiria a delícia dos tempos de então, onde o livro se assumia como objecto diário de uso obrigatório nos lares das famílias burguesas e nobres. Esta preciosidade alfarrábica, contempla, ao longo das 427 páginas protegidas por capas cartonadas que custavam 25$00, curiosas e úteis informações para a época, bem como uma vastíssima colecção de ditados e saberes populares, anedotas, passatempos, artigos monográficos, etc. A razão de a resgatarmos do esquecimento e dar-lhe de novo uso reside no facto da página 121 divulgar uma fotografia panorâmica tirada pelo Dr. A. Baião, filho, a partir do “Castelo so- bre a vila”. A foto acompanha um nostálgico artigo do Padre Moreira das Neves que, sob o título “RETRATOS”, evoca a importância das fotografias no ambiente doméstico, equiparando o Mapa de Portugal ao papel social que as fotos tinham. Foi precisamente para ilustrar este discurso que foi escolhido Castelo de Vide, enquanto jóia da Coroa que engrandece o “quadrilátero que é a nossa terra”, a qual, acrescenta, que “não obstante só ter cerca de 89.600 quilómetros quadrados isso não importa, visto que se os homens não se medem aos palmos, as Pátrias não se medem aos quilómetros. É pequeno o solo de Portugal continental? Basta que seja grande a sua alma”, afirma o clérigo. 28

FICHA PATRIMONIUM por João Magusto CONTRIBUTOS DE CASTELO DE VIDE PARA A ARQUEOLOGIA ALTO-MEDIEVAL DE PORTUGAL - Mestra Andreia Arezes: “Elemen- tos de adorno Altimediévicos em Portugal (séculos V a VIII)”, http:// repositorio-aberto.up.pt/handle1021656093, no âmbito do seu Mestrado em Arqueologia (2º Ciclo), na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Departamento de Ciências e Técnicas do Património. T rês investigadores, três projetos científicos, três Universidades. Três exercícios de conhecimento que se propõem enriquecer o estudo da Arqueologia Alto Medieval em Portugal, mas que igualmente abordam, com mais ou menos importância e profundidade, a realidade arqueológica castelo-vidense desta época. O período em questão, conhecido pelo alto-medieval, ou das invasões bárbaras, ou ainda de modo mais básico, o visigótico, constitui um tema aliciante visto ser enigmático e obscuro. A falta de documentação, os parcos registos e a ausência de investigação de campo específica, determinaram que o conhecimento histórico-arqueológico destes povos, que viveram no território hoje nacional, entre a queda do Império Romano (séc. V) e a chegada dos muçulmanos (séc. VIII), seja muito insipiente e nebuloso. Procurando-se contrariar esse vazio, a arqueologia atual parece querer dar luz a esta fase mais obscura e incerta da proto-história portuguesa, emergindo estudos pontuais, dos quais se sublinham os três que aqui destacamos: - Dr.ª Melanie Wolfram: “A Cristianização do mundo rural no sul da Lusitânia – Arqueologia, Arquitetura e Epigrafia”. http://repositorio. ul.pt/handle/10451/5678. Tese de Doutoramento. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Departamento de História. Universidade de Paris - Sorbonne (École Doctorale VI - Histoire de L´Art et Archéologie). - Dr.ª Sara Prata: “As Necrópoles Alto-Medievais da Serra de S. Mamede (concelhos de Castelo de Vide e Marvão)”. Todos estes trabalhos apresentam várias referências aos vestígios que Castelo de Vide oferece no período em questão, facto que claramente reafirma a importância dos estudos que ao longo dos anos têm sido efetuados no nosso território e que, deste modo, nos projetam para o universo científico dedicado à época altimediévica em Portugal. Resta acrescentar que para a elaboração de parte destes trabalhos em muito concorreu a participação direta da Seção de Arqueologia e o envolvimento direto do signatário deste artigo. Esta abertura ao exterior evidencia o capital de conhecimento e de informação que a Seção de Arqueologia Municipal reserva e, simultaneamente, o reconhecido crédito sedimentado ao longo de 30 anos de atividade arqueológica contínua no concelho, hoje essencial para suporte da argumentação de teses e estudos. Sepulturas escavadas na rocha do Vale da Bexiga 29

www.iefp.pt, cm.castvide@mail.telepac.pt, www.web-emprego.com, www.visitalentejo.pt/fotos/editor2/newsletter/newsletter_fevereiro_2013.pdf, www.cm-castelo-vide.pt, www.castelodevide.pt, www.iefp.pt, www.impulsojovemportugal.pt
www.publitas.com, www.publitas.nl
Municipal main

http://interactivepaper.pai.pt/data/8ab2bd4f4403dac7014406ec878d002f/images/zoom_page_28.jpghttp://interactivepaper.pai.pt/data/8ab2bd4f4403dac7014406ec878d002f/images/zoom_page_29.jpg
We have detected that you do not have the Flash player installed.
Please click here to download the Flash plugin.




Don't show message again.